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Conheça as opções do procedimento que ajuda no clareamento e limpeza profunda da pele.

Conheça as opções do procedimento que ajuda no clareamento e limpeza profunda da pele. Muitos são os procedimentos estéticos que ajudam a melhorar a aparência da pele. Dentre eles, o peeling tem se destacado por ser um procedimento rápido e com resultados satisfatórios.

Fazer um peeling na pele nada mais é que descamá-la com o objetivo de retirar as células envelhecidas e mortas, que já sofreram a ação do tempo e não estão mais trabalhando como deveriam, por isso o tratamento é eficaz para remover manchas, cicatrizes da acne e combater a oleosidade excessiva.

Há também os que estimulam a produção de colágeno, sendo os mais indicados para tratar rugas superficiais e flacidez. O procedimento é realizado principalmente no rosto, mas colo, pescoço e mãos também podem ser submetidos ao tratamento. A principal vantagem da técnica está na melhora da aparência da pele, que ganha viço e brilho. Mas para cada problema de pele existe um tipo de peeling mais indicado.

“Esta técnica é o processo de esfoliação de células superficiais da pele para eliminar manchas de acne, pequenas imperfeições, além de reduzir significativamente a velocidade do processo de envelhecimento, uma vez que seu objetivo é promover uma descamação terapêutica e controlada da pele”, conta a dermatologista Daniela Schmidt Pimentel do Hospital Sírio Libanês e da Clínica Ephesus, em São Paulo.

“Por ser um tratamento de aplicação quase indolor, rápido e de custo mais acessível, em relação aos demais, figura entre os mais procurados nos consultórios dermatológicos”. Assim como cada tipo de pele tem várias necessidades, o peeling também oferece diferentes aplicações.

No entanto, “os peelings superficiais proporcionam pouca descamação visível, possibilitando que a pele se recupere sete e 10 dias. E mesmo durante a descamação é possível manter a rotina normal de higienização, sem deixar de seguir as orientações de hidratação e proteção solar, além de evitar se expor diretamente ao sol”, revela a dermatologista.

 

Conheça as variedades de peeling

O elixir da juventude não existe, mas com os diferentes tipos de peeling – Físico ou Químico – é possível deixar a pele com uma aparência invejável. O primeiro, também conhecido como microdermoabrasão ou peeling de cristal, provoca a esfoliação da pele utilizando cristais de hidróxido de alumínio (peeling de cristal), ou com uma caneta com ponta de lixa diamantada (peeling de diamante).

O processo repetitivo de esfoliação funciona como uma lixa, que retira as células mortas e estimula o colágeno. É indicado para tratar rugas finas, estrias, cicatrizes superficiais, envelhecimento cutâneo e clareamento da pele.

Outro aspecto importante do peeling de cristal é que ele pode ser feito no verão e também durante a gestação, tanto na face como nas estrias que possam surgir nesta fase. “Por ser um procedimento seguro é interessante iniciar rapidamente o tratamento de estrias, pois quanto mais cedo ele for aplicado melhor será o resultado. Apesar de não ser doloroso, o tratamento é progressivo, sendo necessárias várias sessões”.

Já o peeling químico é aplicado para melhorar a qualidade da pele, utilizando ácidos apropriados, que levam à destruição de partes da epiderme e/ou da derme, resultando na regeneração de nova epiderme e tecido dérmico, além de estimular a síntese de colágeno, com melhora do aspecto estético. Este tipo de tratamento pode corrigir as lesões causadas pelo sol, atenuar cicatrizes superficiais e rugas. Atuam também nas hiperpigmentações pós-inflamatórias, acne, peles seborréicas e melasmas.

 

Intensidade

O peeling químico tem indicações específicas e irão variar de acordo com o tipo de pele e o resultado que se deseja alcançar conforme a profundidade de sua ação. Por isso, ele se divide em:

Muito superficial: remove apenas o extrato córneo (camada mais superficial da epiderme). Pode ser realizado com o ácido salicílico 30% e Jessner (apenas uma camada) para tratar pele oleosa, acne e rejuvenescimento leve, enquanto que o feito com ácido fitico e mandélico é ideal para melasma. Já o peeling superficial com Jessner, ATA 10% e glicólico é indicado para rejuvenescimento leve na face, pescoço, colo e dorso de mãos.

Superficiais: removem a epiderme e melhoram a textura da pele, clareiam manchas e atenuam rugas finas, além de estimular a renovação do colágeno que dá melhor firmeza à pele. São utilizados ácidos retinóico, glicólico 50-70%, ATA 10-25%, Resorcina 40 a 50%,

Jessner de três a quatro passadas, mandélico, pirúvico e tioglicólico. Indicado para rejuvenescimento, melasma e hipercromia hemossideroticas (manchas nas pernas de pessoas que têm varizes). “Apesar de poder ser aplicado em todo os fototipos, é necessário sempre ter cuidados com hiperpigmentação em fototipos mais altos”.

Médios: atinge a derme superficial, sendo indicado para melhorar a textura da pele, clareiam manchas e atenuam rugas finas, além de estimular a renovação do colágeno que dá melhor firmeza à pele. Nele é comum aplicar ácido glicólico 70%, Jessner + ATA 35%, ácido glicólico 70% + ATA 35% e ATA 35% a 50%. Este tipo de peeling é indicado para rejuvenescimento. Pode ser usado em fototipo baixos, mas deve receber uma atenção maior pelo risco de hiperpigmentação nos fototipos III e IV.

Profundo: atinge a derme reticular, por isso é mais agressivo que os demais, porque provoca a formação de muitas crostas e o pós-peeling exige o uso de curativos e a recuperação pode durar até um mês. No entanto, os resultados são muito bons, com renovação importante da pele e diminuição até mesmo de rugas profundas como as rugas ao redor da boca e dos olhos. É realizado com Fenol e Solução de Baket. É indicado para tratamentos de rejuvenescimento, porém pode ser aplicado somente em fototipos I e II.

 

Os mais procurados

Os procedimentos mais utilizados na maioria dos consultórios nos dias de hoje são:

peeling de ácido retinóico – é indicado para fotoenvelhecimento de leve a moderado, melasma, cicatriz de acne e hiperpigmentaçao pôs inflamatória;

peeling de ácido salicílico com ação queratolítica – pode ser usado para tratar acne, fotoenvelhecimento leve e cicatrizes superficiais;

peeling de jessner – é uma solução composta por ácido salicilico 14%, ácido láctico 14% e resorcina14% em álcool – indicado para o tratamento de acne comedoniana, hiperpigmentação pós-inflamatória, melasma e fotoenvelhecimento leve;

peeling de ácido tioglicólico – utilizado para o tratamento de hipercromia hemossideroticas que são causadas por extravasamento de sangue, como por exemplo, em pessoas com insuficiência vascular periférica (varizes), que tem manchas nas pernas (dermatite ocre) secundárias a esse processo, e mais recentemente utilizado em olheiras que tem componente vascular mais acentuado

peeling de ATA – dependendo da porcentagem pode ser um peeling superficial, médio ou profundo, sendo mais utilizado como médico (35 a 50%), é indicado para fotoenvelhecimento, cicatrizes mais profundas e queratoses actinicas.

“Os peelings profundos devem ser feitos em ambiente hospitalar, com monitorização cardíaca e sedação do paciente e, com o advento dos lasers, esses peelings profundos estão sendo um pouco menos utilizados no dia a dia devido ao pós-procedimento ser mais lento e mais doloroso, além de impor um tempo mais prolongado de recuperação ao paciente impedindo este de retornar rapidamente às suas atividades profissionais e sociais”, esclarece a dermatologista.

 

Combinação x cuidados

Segundo a especialista é possível combinar o uso desses peelings numa mesma sessão, visando resultados mais interessantes em menos tempo e dependendo da necessidade de cada paciente. Ela explica ainda que também é possível utilizar diferentes tipos e concentrações de ácidos de acordo com as alterações de cada região da face.

Quanto aos cuidados, Daniela é enfática ao afirmar que eles são extremamente importantes para o sucesso do tratamento. “No pós-peeling costumo orientar o uso de sabonetes neutros ou loção de limpeza específica para peles sensibilizadas, cremes hidratantes com regenerador cutâneo e filtro solar também específicos para evitar ardência neste período.

Nos peelings médios, pode-se associar cremes com corticoides. Já nos peelings profundos, as orientações são mais específicas. É de extrema importância evitar a exposição solar de acordo com a orientação do médico dermatologista por períodos que podem variar de 15 dias a um mês para os superficiais até um ano para os profundos”.

Para quem está planejando ir ao consultório dermatológico com o objetivo de realizar um peeling, a dermatologista aponta que a melhor época para fazê-lo é quando o paciente não for se expor ao sol: para os peelings superficiais por 15 a 30 dias, para os médios por 45 a 60 dias e para os profundos por 6 meses a um ano.

 

Resultados

Pimentel declara que eles já aparecem após uma ou duas semanas, para os peelings superficiais e médios e este resultado vai melhorando quando se faz uma sequência de peelings. “Já no profundo, a pele pode ficar avermelhada por um período maior – que dependerá do fototipo do paciente – mas a melhora das rugas já é perceptível nas primeiras semanas também”.

Melhora da textura da pele, fechamento dos poros, melhora das rugas, maior firmeza, melhora de cicatrizes e de manchas. “Atingir tal objetivo, entretanto, não é tão simples, mas também não é coisa do outro mundo. Basta fazer um pouco de esforço e procurar por um bom especialista na área. Assim, o paciente terá a recomendação exata para o seu tipo de pele e saberá qual o tratamento ideal para as suas necessidades”, finaliza a dermatologista.

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