Beleza e autoestima gerando negócios

A nova classe média, formada por 95 milhões de pessoas, é impulso

O Brasil é considerado o terceiro maior mercado de beleza do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos e para o Japão. Oportunidades de negócios que geram emprego e renda para os trabalhadores se multiplicam por aqui com a mesma velocidade que a indústria farmacêutica, de higiene, perfumaria e cosméticos investe em inovação, pesquisa e desenvolvimento. O resultado é um rápido crescimento do setor de estética que possibilita a profissionalização do setor que congrega como laboratórios, clínica médicas, clínicas de estética, spas e salões de cabeleireiro, a buscarem maior qualificação.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o desenvolvimento da indústria se deve em grande parte à participação crescente da mulher no mercado de trabalho. Em 2012, o faturamento do setor chegou a R$27,3 bilhões e a estimativa de expansão para 2013 é de 30%. Como médico e proprietário de clínica médica em São Paulo, viajo anualmente para Europa e Estados Unidos para congressos, conhecer novos fornecedores e tecnologias. E atesto que é possível consumir no Brasil produtos e   serviços com o mesmo padrão de qualidade dos centros mais avançados do mundo.

A diferença é que aqui enfrentamos uma carga tributária que consome quase40% do PIB. Mesmo assim o País é fundamental para os grandes players globais. Já as oportunidades de trabalho criadas pelas clínicas que lidam com a estética cresceram 278,9% em 18 anos (de 1994 a 2012). São dados obtidos junto ao mercado e a sindicatos de trabalhadores que revelam que em 2012 foram contabilizadas 4,282 milhões de oportunidades de emprego nas áreas de higiene pessoal, perfumaria, cosméticos e estética. Número que representa uma expansão média anual de 9,3% em relação a 2012.

Com as crises dos mercados norte-americano e europeu, a América Latina se tornou a bola da vez. Em 2010 teve 15,3% de market share no mundo comum valor de cerca de US$ 54 bilhões, sobre o qual o Brasil teve participação de 52,9% o México 14%, Venezuela 10%, Colômbia 6%, Argentina, 5%, ChileePeru3% cada, Equador e República Dominicana, 1% cada. O restante é dividido entre outros países, de acordo com os dados da Câmara de Indústria de Cosméticos da América Latina.

Outro fator que impulsiona o consumo de produtos e serviços para a saúde e beleza é a entrada no mercado consumidor da nova classe média. A estabilização e a melhoria salarial possibilitaram o acesso dessas pessoas a produtos até então restritos a pequena parcela. A nova classe média é formada por 95 milhões de pessoas, tem maioria feminina (51%) e predominantemente adulta, com mais de 25 anos (63%). Na última década, recebeu 31 milhões de pessoas e tornou-se o estrato social mais volumoso do Brasil, com renda familiar de R$ 1 a R$ 4 mil/mês.

Os dados mostram que a nova classe média gasta 23% de seus recursos com serviços; 18,6% com alimentação; 8,7% com saúde e beleza; 8,1% com transportes; 5,1% com vestuário; 2%com educação; e 1%com entretenimento. Tanto no setor farmacológico ligado à Dermatologia e à Cosmetologia quanto no setor de serviços trabalhamos com o que é mais moderno para cuidar do corpo e da alma dos clientes. O foco é 100% voltado para a comunidade, colaboradores, fornecedores e clientes. É básico cuidar da estratégia dos negócios com bastante cuidado. Não vendemos commodities e sim um objeto de desejo de todos nós. Ser belo e saudável é o sonho de todo ser humano. Para atingir o sucesso nesse ramo é importante saber inovar no atendimento da clientela para fidelizá-la, mas é fundamental estabelecer uma política de incentivo justa aos seus funcionários. São eles que estarão na linha de frente recebendo a freguesia.

Há um apagão na mão de obra qualificada. Por isso, reter talentos e reconhecer quem faz a diferença na equipe é um desafio diário para gestores no ramo de saúde e beleza. Para isso temos que oferecer as melhores condições de trabalho e um ambiente saudável dentro da realidade brasileira. Incentivamos o espírito empreendedor e a pro atividade dentro das nossas empresas. E percebemos que a motivação do funcionário nem sempre se dá por fatores externos. Quem faz a diferença é quem precisa e quer crescer assumindo riscos e agindo como se fosse sócio do negócio. Isso demonstra o amadurecimento do mercado e das relações trabalhistas. Caminhamos a passos largos para o que se vê nos países desenvolvidos há algum tempo. Livre negociação entre as partes, divisão de lucros e responsabilidades e excelência no atendimento.

Fonte: Jornal DCI

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